i love omsk

Olá, olá! Já vai algum tempo desde o meu último post aqui no blog. Peço imensas desculpas, mas os primeiros meses do ano trouxeram muito trabalho e tarefas para mim. Mas não estou aqui para fazer queixinhas. Se me seguem no Instagram (e se ainda não o fazem, deveriam!) já devem ter visto que o nosso dia de São Valentim foi um pouco diferente do que é o costume. Nada de chocolates em forma de coração, rosas e jantares românticos. O nosso dia de namorados começou às 4 da manhã connosco à caminho do aeroporto. Decidimos passar alguns dias na…esperem um pouco… Rússia!

Já não era sem tempo de eu visitar a minha terra natal e já estava mais que na altura do meu marido conhecer o resto da minha família e de eu lhe mostrar o local onde nasci. Havia um pequeno senão… Tínhamos de viajar em pleno inverno. Penso que poderão concordar comigo. Fazer quase oito mil quilómetros até a Sibéria e não experimentar a brutidão dos seus invernos não é a mesma coisa e, para além disso, confesso que já sentia muita falta da neve.

Antes de viajar para a Rússia, devem saber que…

Se são cidadãos de um país europeu, devem ter um visto antes de chegar à Rússia. Existem vários tipos de vistos concedidos. Contudo, poderão fazer um pedido de visto turístico, contactando uma agência de viagens que tratará da sua viagem. Talvez esta seja a maneira mais fácil, no entanto um pouco dispendiosa. Contudo, por outro lado, não terão que perder o vosso tempo em juntar todos os documentos necessários, esperar em filas, etc.
Existe também o visto privado, onde é preciso um convite por parte de um cidadão russo certificado pelo Ministério de Negócios Estrangeiros e depois terão de se dirigir ao Consulado da Federação Russa no vosso país. Portanto, o Flávio precisava de um visto e este era o tipo pelo qual teríamos de optar. Visto que tínhamos um sítio onde ficar, não havia necessidade de entrar em contacto com agências de viagens. Começamos a planear a nossa viagem uns meses antes. O processo de tratamento de documentação é sempre um pouco stressante para mim e eu queria que tudo corresse na perfeição. Tudo o que eu precisava de fazer era assinar uma declaração e o Flávio tinha que preencher um formulário. Surgiram muitas perguntas durante o processo e não me apetecia nada chegar ao consulado e ter que fazer tudo de novo por causa de um erro mínimo. Contudo, pensar em obter um visto é mais assustador do que é realmente. No dia de Natal fomos até ao consulado (sim, foi uma espécie de prenda de Natal e o consulado estava aberto, pois os russos celebram o Natal no dia 7 de Janeiro) e submetemos o pedido de visto. Os funcionários do consulado foram bastante prestáveis e dez dias depois, assim que voltei a ter os nossos passaportes em mão, corri para comprar os bilhetes de avião!


Voar com a Aeroflot

O nosso itinerário consistia em ir de Lisboa para Moscovo e de Moscovo seguir para a minha cidade natal, Omsk. Já há algum tempo que não voava apenas com uma companhia. Felizmente, agora, a maior companhia aérea russa (e anteriormente conhecida como a maior companhia aérea do mundo) finalmente começou a operar em Portugal. Sempre tive um feedback bastante positivo por parte dos clientes da Aeroflot e foi por isso que escolhi em viajar com esta companhia. No entanto, poucos antes de viajar, vi bastantes queixas nas redes sociais. Acontece que essas mesmas queixas não passavam de opiniões de pessoal frustrado que está insatisfeito com tudo que a vida lhes traz. Desde o início da viagem até ao nosso regresso a Portugal, não tive uma única coisa a apontar.

O voo tinha a partida marcada para as 7.45. Assim que subimos a bordo, vi que todos os assentos tinham uma mantinha e cuidadosamente vestida e muito sorridente equipa de bordo começou a distribuir os menus de pequeno-almoço assim que atingimos a altitude de cruzeiro. Confesso que uma das coisas de que gosto enquanto viajo é de comer no avião.  E para mim ter apenas um café e uma sandocha é uma grande desilusão. (Infelizmente, é mesmo isso que aconteceu durante as minhas últimas viagens). Mas desta vez havia menus a descrever o que iria ser servido e os crepes com doce de arando tornaram a minha viagem muito mais empolgante.

A nossa viagem demorou cerca de cinco horas até Moscovo e mais três horas de voo até Sibéria. Tínhamos uma escala de seis horas no Aeroporto Sheremetyevo, o que nos permitiu celebrar o dia de São Valentim de uma forma mais usual com salada de língua de vaca, um cheeseburger com bacon e umas Coca-Cola bastante fresquinhas no “Katie O’Connor’s Irish Pub”.

No geral, gostava de considerar esta viagem bastante agradável. Digo no geral, pois apesar de tudo houve um ligeiro atraso no nosso voo para Omsk. O sistema de fornecimento de água no avião simplesmente congelou, a equipa técnica fez os possíveis para descongelar o sistema sem qualquer sucesso. Por isso, não havia bebidas quentes durante o jantar. Contudo e em resumo, gostaria de dizer que nunca vi nenhum voo a partir à horas (ou até antes da hora! Sim, aconteceu mesmo!) e chegar antes do tempo previsto.


Bem vindos à terra natal!

Eram quase 5 da manhã do dia seguinte (obrigada o fuso horário!) quando aterramos. A cidade de Omsk recebeu-nos de braços abertos e com toda a sua beleza da estação: frio e muita neve. Foi tão bom sentir e ouvir a neve debaixo dos meus pés, que nem consigo descrever!

Nos meus próximos posts, ires partilhar convosco a versão completa desta nossa viagem! Portanto, estejam atentos!

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