Olá Blooming Worlders!
Hoje é o dia de desabafos. Tenho toda a certeza que muitos de vocês não irão concordar comigo (ou até talvez pelo contrário), mas para mim idas à loja Primark são bastante fulminantes.

Passo a explicar. Cada vez que alguém me diz “Olha, vamos só passar ai na Primark?”, o meu cérebro encena a maior produção que o Michael Bay poderia imaginar. Isto é: um caos repleto de explosões, cenas de acção e duelos por causa de um top que custava cinco euros e agora está a dois (e que provavelmente nem irá servir a nenhuma das pessoas que estão tanto a lutar pelo mesmo).

Depois desse blockbuster claramente nada exagerado, limito-me a responder “Hummm…. Talvez para a próxima!”.

“Uma espécie de Triângulo das Bermudas”

A verdade é que nada mal se passa com a loja, nem com a marca em si. Há peças de roupa muito bonitas e elegantes e os preços são muito acessíveis e a qualidade… Bem, digamos que está dentro da normalidade… Eu própria gosto da diversidade das coisas que aquela loja oferece, principalmente o merchandising de videojogos, filmes, séries e música. Adoro quando meu enteado nos traz como prendas porta-chaves, chinelos, canecas da Primark inglesa. É tão fixe!

Contudo, evito ao máximo de entrar naquela loja.

O que me assusta mais é o facto da Primark ser uma espécie de Triângulo das Bermudas onde as pessoas perdem todos os atributos de ser humano, deixando de ter controlo e senso comum, para além de ficarem surdas, cegas e mudas. (Não, não vale a pena se quer tentar pedir licença para passar! É necessário ter habilidades de um ninja e treino de combate para poder se mexer e, claro, sobreviver naquela loja. Ahhhh! E não se esquecer da visão raio-X para poder encontrar algo no meio daquele ambiente ofegante).

A afluência de clientela é exuberante. Juro que experimentei ir a diferentes lojas, tanto de manhã à hora da abertura, como à hora de almoço e até à hora de fecho. Cheguei à conclusão que as pessoas nunca saem de lá. Uma multidão que mudou a sua residência fiscal para a morada da Primark. (Penso que não será necessário referir que as longas filas para as caixas fazem lembrar a Segurança Social – O tempo de espera é praticamente o mesmo).

“Um final cheio de desilusões”

Todas as minhas idas à Primark começam e acabam da mesma forma: Parar à entrada. Respirar fundo. Olhar em volta e fazer o scan a área. Andar rapidamente até ao ponto estratégico seguinte, saltitando entretanto, que nem um Super Mário e evitando qualquer obstáculo que apareça à frente (Nunca se esquecer de ninja skills!). Chegar à caixa com um par de meias. Ver que estão 35 pessoas à minha frente. Pensar duas vezes e sair da loja sem comprar nada. (Vamos ser honestos, para uma mulher sair de uma loja com as mãos a abanar, é uma grande desilusão!)

Atenção! Não estou a criticar, nem julgar ninguém que faz compras, com maior ou menos frequência na Primark. (Até pelo contrário! Tiro o chapéu a quem consegue sair de lá com sacos cheios.) Mas como já disse, este é um post de desabafos e aceito com todo o coração as vossas opiniões! 😀

Beijinhos,

Blooming Blonde

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