Olá Blooming Worlders!

Pois é! Cedi à tentação (e a moda) do transporte ecológico – a bicicleta!

Na verdade, eu e o meu marido há MUITO que andávamos a falar de que ter umas bicicletas (sim teriam que ser duas, pois claro!) não seria má ideia, pois, como diz o ditado português, juntava se o útil (fazer algum exercício, em vez de amolgar o sofá com os nossos rabos) ao agradável ( passear, passear e passear é o que gostamos de fazer e muito!). No entanto, a ideia caía sempre no esquecimento. Ora, sejamos honestos, comprar uma bicicleta aperta o orçamento de uma família, quanto mais duas! Ora amealhando e amealhando, lá decidimos dar-nos um presente: as tão esperadas e desejadas bicicletas (cuja escolha deu alta discussão, não para o meu lado, mas sim para o lado do meu esposo que achava que comprar una bicicleta à menina seria um desperdício e que teríamos que pensar muito bem numa bicicleta “como deve de ser” para mim).

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Lá andei a pesquisar, a ver imagens e pesquisar por dicas e encontrei a imagem de algo que adorei à primeira vista, algo que tinha a ver comigo, retro e compacta. Algo que tinha um cesto de palha, um selim castanho e, diga-se de passagem, era linda e fofinha. Fiquei em pulgas para encontrar algo assim. Decidimos ir ao sítio de costume: a famosa mega store de desporto Decathlon. Demos voltas e voltas à secção de ciclismo, escolhemos a bicicleta do meu marido, quanto a mim – nada me agradava. Todos os modelos pareciam ser enormes e desconfortáveis (mas quase de certeza era de mim). Fomos espreitar ao Jumbo. E lá estava ela. A Orbita Eurobici! Era branca e claro, que não tinha nenhum cesto de palha, nem selins em pele castanha. Mas era AQUELA bicicleta com que eu me engracei. Era a MINHA bicicleta! (E claro que estava a um preço muito mais baixo do que se pratica no mercado, não havendo nenhum folheto de promoção, desconfio que fosse o preço mal marcado ou que simplesmente ela estava lá ha imenso tempo e a gerência do Jumbo decidiu vendê-la quase ao desbarato, só para se livrar dela). Mas lá estava ela a minha espera. Depois de bater muito o meu pezinho, lá o meu marido comprou-me aquela bicicleta. Na verdade, o meu objectivo não era descer montanhas, nem fazer viagens de centenas de quilómetros, nem fazer as competições. O meu objectivo era dar umas voltinhas ao fim-de-semana e quem sabe ir de bicicleta para o trabalho. Por isso, uma bicicleta daquelas era algo que me serviria na perfeição.

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Tadaaa!

Estávamos excitadíssimos com a nossa compra e é claro, que decidimos dar uma voltinha pelo bairro assim que chegamos. Era de noite e seria uma boa oportunidade de voltar a montar uma bicicleta passados quase 20 anos e diga-se também, uma boa altura para passar as maiores vergonhas e de dar altos tralhos, porque ninguém iria ver (bem talvez algum vizinho voyer que gostasse olhar para a janela quase à uma da manhã). Graças a Deus correu tudo bem e relembrei-me dos belos momentos de infância em que andava a grandes velocidades em volta do prédio. Claro que, estando alguns dias de descanso em casa, aproveitamos para andar um pouco pela cidade e acostumarmo-nos a esse novo Hobby. No entanto, o medo de descidas que fazem as bicicletas acelerar demasiado e o pensamento de cair e de me aleijar apoderou-se da minha mente, bloqueando a ideia da existência dos travões no guiador e claro deixando umas valentes nódoas negras pelas minhas pernas (sim cheguei mesmo a ter umas quantas impressões de pedais nos meus gémeos de tanto travar com os pés). Andava aos pouquinhos, tentando ganhar algum hábito, enquanto o meu marido metia me inveja de fazer inúmeros quilómetros pelas serras com os amigos.

A ideia de ir para a Lisboa não me deixava descansar, o desejo de, pelo menos, experimentar uma vez e perceber até que ponto é que sou capaz, era repentinamente abafado com as palavras do meu marido e da minha mãe de que não estava preparada, que era bastante perigoso, etc., etc., etc. (A minha mãe até chegou a ameaçar-me de que iria furar os pneus, só para eu me deixar dessa ideia). Claro que isso não aconteceu! A ideia de andar de bicicleta pela Lisboa despertava ainda mais curiosidade, fez me perder horas e horas a estudar as regras de estrada, trilhos e ciclovias que se estendem pela Lisboa para perceber qual seria a melhor opção, menos perigosa e, claro para uma mariquinhas como eu, com o mínimo possível de movimento, carros e pessoas. Até encomendei um livro de um blogger Nova Iorquino para que possa compreender o que é ser um ciclista novato numa cidade.

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E finalmente chegou a altura. Depois de traçar e repensar em todo o caminho (na verdade é tudo muito mais fácil do que eu pensava, porque existem inúmeros troços de ciclovias que interligam as freguesias de Lisboa) e convencer o meu marido de experimentar vir comigo dar um passeio romântico, está na hora de me equipar, pois chegou o grande dia L!

E vocês, os meus Blooming Worlders? Existem por aqui algum/a amante de bicicletas? Como são as vossas experiências?

Partilhem as vossas histórias, que eu conto a minha experiência de ciclismo urbano num dos próximos posts!